Curiosidades Jardins da Europa

A votação para a Árvore Europeia do ano 2015 começou!

Desde hoje podem votar para a mais interessante árvore europeia do ano 2015. A ideia principal não é aquela de escolher a mais alta, a mais velha ou a maior árvore do nosso continente… Não, trata-se de apresentar árvores que fazem parte indispensável das populações, que contam histórias, que são testemunhas duns eventos particulares ou que são uma razão de integração das pessoas que habitam à volta delas… Enfim, cada árvore é uma história diferente.

Têm tempo até ao 28 de fevereiro. Podem votar só uma vez usando o vosso e-mail pessoal (não se pode usar vários e-mails para votar, é mesmo só um voto, por isso pensem bem ;)). Os resultados vão ser apresentados na página oficial do concurso no dia 5 de março.

Este ano temos 14 candidatas. Para votar na árvore escolhida, basta clicar na foto dela, vão ser dirigidos para a página do concurso e vão poder dar o vosso voto.

A Árvore das unhas (The Nail tree), Voeren, Bélgica
A Árvore das unhas, Voeren, Bélgica. Foto: Frederic Santermans

A Árvore das unhas, Voeren, Bélgica. Foto: Frederic Santermans

Cresce na Bélgica em Voeren. Na Idade Média creia-se que a árvore tinha poderes mágicos. Os doentes pregavam nela unhas que antes esfregavam no sítio tocado pela doença com a esperança que a madeira sana tirasse a dor.

O Plátano da aldeia Archar, Bulgária
O Plátano da Aldeia Archar, Bulgária

O Plátano da Aldeia Archar, Bulgária

Esta árvore é um exemplo dessas árvores que ficam no centro da vida duma aldeia. O plátano ‘participa’ nos eventos mais importantes da povoação: a sua sombra protege os vendedores do mercado tradicional, dá as boas-vindas aos alunos da escola que se situa ao lado e deseja-lhes cada ano umas boas férias… Cresce ao lado do Centro Comunitário da aldeia, assim está sempre no meio dos acontecimentos que marcam a vida dessa localidade…

O Pinheiro de Opatovice, Opatovice Vélke, República Checa
O Pinheiro de Opatovice, Opatovice Vélke, República Checa. Foto: Lenka Grossmannová

O Pinheiro de Opatovice, Opatovice Vélke, República Checa. Foto: Lenka Grossmannová

Graças à sua forma única de ramificação, este pinheiro é um ponto remarcável do parque do castelo em Velké Opatovice. Remanescente de um dragão de sete cabeças, tem atraído muitas gerações de crianças para escalar seus ramos. De acordo com contos populares, a árvore é um dragão amaldiçoado contra o qual lutava São Jorge, padroeiro da igreja local. O pinheiro costumava ser chamado “o pinheiro da Júlia”, pois a Condessa Julie Herberstein, a última proprietária das fazendas Opatovice muitas vezes se sentava num banco por baixo dele. O pinheiro foi escolhido como uma árvore-mãe para a colheita de sementes e reprodução.

O Carvalho Maior, Nottinghameshire, Inglaterra, Reino Unido
O Carvalho Maior, Nottinghamesihre, Reino Unido; foto: Nottinghameshire County Council

O Carvalho Maior, Nottinghamesihre, Reino Unido; foto: Nottinghameshire County Council

O carvalho cresce nos legendários Bosques de Sherwood na Inglaterra. Segundo as lendas populares, os seu tronco oco servia de esconderijo para o famoso Robin Hood e os seus companheiros. A árvore tem acerca de 800 anos, o seu peso estima-se para 23 toneladas, a sua circunferência de tronco é de 10m e os seus ramos se espalham para mais de 28 metros. O famoso carvalho é visitado por milhares de pessoas cada ano.

O Carvalho futebolista, Orissaare, Estónia
O carvalho futebolista, Orissaare, Estónia; foto: Elina Kalm

O carvalho futebolista, Orissaare, Estónia; foto: Elina Kalm

A Estónia tem uma nova (bom vendo o seu tamanho, não tão nova) estreia de futebol! Se calhar as suas capacidades não se podem comparar a aquelas de Ronaldo, mas têm de afirmar que tinha de ter alguma coisa de especial para poder ficar no meio do campo de feutebol. 🙂 A legenda diz que nos tempos do Stalin, dois tractores tentaram tira-lo do sítio, mas os cabos não resistiam e a árvore continua no seu lugar, ainda com as marcas visíveis daqueles acontecimentos. Hoje, é um 23º jogador ou se calhar um arbitro? e dá sombra aos futebolistas.

O Castanheiro de Pianello, Córsega, França
O Castanheiro de Pinello, Córsega, França; foto: Nicolas von Ingen

O Castanheiro de Pinello, Córsega, França; foto: Nicolas Van Ingen

Este castanheiro, com 15 metros de circunferência, pertence a uma espécie que, por centenas de anos, alimentava os habitantes da região. Na memória colectiva funciona como “a árvore de pão”. Além disso, o seu fruto é um alimento adequado para reprodução de suínos na forma tradicional. É uma espécie venerável, digna de ser listada entre as árvores mais notáveis da França. Do ponto de vista estético, o olhar perspicaz vai notar que o castanheiro se parece com um ser fantástico – metade planta, metade humano – que monta guarda sobre seus arredores.

O Plátano oriental de Tata, Hungria

O Plátano oriental de Tata, Hungria; foto: Platán Restaurant & Café

O Plátano oriental de Tata, Hungria; foto: Platán Restaurant & Café

O plátano foi trazido a Tata de Versalhes junto com outras árvores acerca de 230 anos atrás e, se pudesse, ia contar muitas histórias de amizades e amor…  Diz-se que  Mátyás Pribojszky escreveu a história do “Sycamore King” depois de ter recuperado as suas habilidades de escrita graças à árvore.

O Cedro do Líbano, Ballinderry, Irlanda
O Cedro-do-líbano, Ballinderry, Irlanda; foto: Jim Hynes

O Cedro-do-líbano, Ballinderry, Irlanda; foto: Jim Hynes

«Plantei esta árvore de cedro do Líbano na minha floresta de 50 hectares em memória de minha falecida esposa Mary. Ela foi um grande apoio durante nossos 45 anos juntos e ela é uma grande perda na minha vida. Hoje tenho 82 anos e quando me perguntam se tenho algum arrependimento da minha vida eu sempre digo sim, lamento duas coisas: Que não sabia mais sobre árvores como um adolescente, e que eu não as plantei duas vezes mais. É minha firme convicção de que se os jovens se interessassem mais pela natureza e vida selvagem, nunca iam ficar aborrecidos.»

A Oliveira de Canneto Sabino, Sabina, Itália
A Oliveira de Canneto Sabino, Itália; foto: Edoardo Berionni Berna

A Oliveira de Canneto Sabino, Itália; foto: Edoardo Berionni Berna

A oliveira de Canneto Sabino é uma testemunha viva da produção milenar de azeite em Sabina. A árvore, grande, forte e exuberante, parece não sentir o peso dos seus 2000 anos. É, certamente, o progenitor das muitas antigas oliveiras em Sabina, nenhum dos quais, no entanto, tem igual majestade e beleza. Na base do tronco encontra-se uma cavidade que penetra no coração de suas raízes, criando uma caverna real.

O Carvalho “Eslavo”, Dębina, Polónia
O Carvalho "Eslavo", Dębina, Polónia; foto: Tomek Pikuła

O Carvalho “Eslavo”, Dębina, Polónia; foto: Tomek Pikuła

A árvore é um símbolo da identidade polaca. É uma homenagem aos que lutaram durante séculos contra a germanização da região de Silésia. A árvore data dos tempos da Dinastia silesiana dos Piast, dali o seu nome patriótico “Eslavo”. A árvore encontra-se na aldeia de Dębina (que significa floresta de carvalhos), cujos habitantes a veem como um símbolo vivo da sua comunidade.

A Árvore da Lady, Loch of the Lowes, Escócia, Reino Unido
A Árvore da Lady, Loch of the Lowes, Escócia, Reino Unido; foto: Niall Benvie

A Árvore da Lady, Loch of the Lowes, Escócia, Reino Unido; foto: Niall Benvie

Este pinheiro da reserva natural em Perthshire é um exemplo excelente de conservação da natureza. Uma águia-pescadora escolheu esta árvore para fazer nela o seu ninho. Durante 24 anos, pôs nele 71 ovos, criou 50 pintos. Mais de 1 milhão de espectadores de 160 países observam cada ano a vida da águia pela webcam instalada na árvore.

A Amoreira branca “O farol da história”, Senica, Eslováquia
A Amoreira branca "O farol a história", Senica, Eslováquia; foto: Alena Hroncová

A Amoreira branca “O farol a história”, Senica, Eslováquia; foto: Alena Hroncová

Essa amoreira branca é uma das mais belas e antigas árvores em Senica. Hoje em dia é raro ver uma amoreira tão maciça no centro duma cidade. Esta árvore magnífica e majestosa olha para baixo pacientemente para um mundo que está em constante mudança. Antigamente a árvore cresceu na periferia tranquila da cidade, hoje é cercada por um bloco de apartamentos, onde gerações de filhos cresceram. Os moradores de Senica chamam-na “o farol da história”, cheio de paz e paciência nestes tempos agitados.

O Álamo de Remolinar, Aguilar de Alfambra, Espanha
O Álamo de Remolinar, Aguilar de Alfambra, Espanha; foto: Chusé Lois Paricio

O Álamo de Remolinar, Aguilar de Alfambra, Espanha; foto: Chusé Lois Paricio

Os álamos pretos são as árvores do povo. Acompanham os homens desde séculos. Documentos medievais descrevem que as forragens de folhas, combustível e madeira para a construção foram obtidos a partir dessas árvores. Fazem parte integral da paisagem cultural e da vida dos agricultores. Possivelmente a maior concentração dessas árvores na Europa está em Aguilar del Alfambra onde se encontram 4.700 exemplares. Em 2009, o primeiro Festival do álamo negro foi comemorado e este álamo, grande e saudável, foi escolhido para simbolizar os 800 anos da cultura de álamos na região. A árvore compartilha uma história comum com a população local e é fortemente vinculada à paisagem.

A Árvore solitária de Llanfyllin, Powys, País de Gales, Reino Unido

 

A Árvore solitária de Llanfyllin, Powys, País de Gales, Reino Unido; foto: Emma Allen

A Árvore solitária de Llanfyllin, Powys, País de Gales, Reino Unido; foto: Emma Allen majestosa

O majestoso pinheiro crescia numa colina de Llanfyllin e dominava o horizonte da vila durante mais de 200 anos. Os habitantes visitavam-no e esculpiam nele as suas iniciais, propunham os casamentos ou dispersavam as cinzas dos seus próximos. Em fevereiro de 2014 uma forte trovoada fez a árvore cair. Mas as pessoas reuniram-se e com mais de 30 toneladas de terra cobriram as raízes do pinheiro para preserva-lo. O objectivo é garantir o funcionamento das raízes intactas e ajudar a árvore a renascer como o Fénix…

Agora é a vocês! 🙂 Qual das histórias vos impressionou mais?


Todas as fotos utilizadas neste artigo provêm da página oficial do concurso The European Tree of the Year.

Mais informações e mais fotografias das árvores em questão no Facebook da iniciativa.

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